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Canil do Senado funciona sem registro, diz Conselho Regional de Medicina Veterinária

Veterinária que morreu após ser atacada por cão do Senado é enterrada em Brasília O Conselho Regional de Medicina Veterinária informou que o canil do Sena...

Canil do Senado funciona sem registro, diz Conselho Regional de Medicina Veterinária
Canil do Senado funciona sem registro, diz Conselho Regional de Medicina Veterinária (Foto: Reprodução)

Veterinária que morreu após ser atacada por cão do Senado é enterrada em Brasília O Conselho Regional de Medicina Veterinária informou que o canil do Senado funciona sem registro na entidade. A informação foi confirmada pelo presidente da entidade Rodrigo Montesuma. No sábado (22), o Senado lamentou a morte da veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, atacada por um cachorro da Casa durante o trabalho. Ela estava internada em estado grave desde o dia do acidente, no último dia 18 (veja detalhes abaixo). Segundo o CRMV-DF, o cadastro é opcional apenas para estabelecimentos que lidam com animais, mas que não têm atividades relacionadas à medicina veterinária – como pet shops. No caso de empresas públicas e privadas cuja atividade básica ou terceirizada seja relacionada à medicina veterinária ou à zootecnia, o registro é obrigatório. Os canis entram nesta lista. "Se ele não tem nem registro nem cadastro, há uma incompatibilidade até mesmo lógica né de ter um responsável técnico", afirmou Rodrigo Montesuma, presidente do CRMV-DF. Questionado pela TV Globo, o Senado não respondeu sobre a falta de registro do canil no Conselho Regional de Medicina Veterinária até a última atualização desta reportagem. Ainda segundo o CRMV-DF, no dia do ataque, uma equipe de fiscalização foi ao canil para fazer uma vistoria, mas foi impedida de entrar. A informação passada foi de que o local estava preservado para perícia. O conselho ainda espera uma resposta do Senado para uma nova visita. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp O ataque Vitória Valle, de 36 anos, que foi atacada por cão do Senado em Brasília Arquivo pessoal/Reprodução O ataque aconteceu quando Vitória foi dar ração para o animal, um pastor-belga, em 18 de julho. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória, lesão grave na artéria do pescoço e fratura exposta. A veterinária ficou alguns minutos sozinha, machucada, até que um policial legislativo a encontrou deitada e sangrando. O policial realizou os primeiros socorros e chamou uma ambulância. Vitória chegou foi encaminhada ao centro cirúrgico do Hospital de Base, passou por cirurgia e permaneceu internada, mas não resistiu. O velório da veterinária foi realizado no domingo (23), no Cemitério Campo da Esperança na Asa Sul, com a presença de amigos e familiares. O Senado diz que cão foi afastado das atividades operacionais e permanece sob acompanhamento. "O animal passou por exames clínicos e avaliações específicas, cujos resultados estão sendo aguardados. Por isso, ainda não há definição sobre o destino do animal", fala o Senado. O caso é investigado pela 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, como acidente de trabalho. Vitória Valle é de uma família de veterinários. Ela se formou em biologia e depois cursou medicina veterinária. Durante a faculdade, estagiou no Senado Federal, entre 2022 e 2024. Após se formar, foi contratada por meio de uma empresa terceirizada. O que diz o Senado "O cão envolvido no incidente foi afastado das atividades operacionais e permanece sob acompanhamento. O animal passou por exames clínicos e avaliações específicas, cujos resultados estão sendo aguardados. Por isso, ainda não há definição sobre o destino do animal. Em razão do incidente, foi instaurado um inquérito policial para apurar as circunstâncias do ocorrido, que será encaminhado ao Ministério Público. O Senado reitera que tem acompanhado o incidente desde o início e adotado as providências para apurar os fatos." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.